Internamentos

 PROCEDIMENTOS PARA INTERNAÇÃO

O candidato ao tratamento na ATOS deve vir acompanhado por seus familiares ou responsáveis, de preferência sem estar sob efeito de álcool ou drogas e deve ter consigo exames de avaliação médica, odontológica e a devida documentação solicitada pela ATOS. Caso a equipe da ATOS observe a necessidade de atendimento psiquiátrico, a avaliação psiquiátrica poderá ser feita pelo profissional que já presta serviço a ATOS, sabendo que esse atendimento é oneroso e negociado com o próprio médico ou a qualquer outro profissional psiquiatra. O momento da internação de um alcoolista ou dependente químico quase sempre traz não só à própria pessoa mas em especial à família sentimentos de insegurança, medo e incerteza que geram muitos conflitos. Geralmente este momento foi precedido por diversas tentativas com o intuito de evitar uma internação.
Provavelmente houve a intenção e a expectativa de acertar mas sem sucesso! Inicia-se então uma intensa e cansativa busca de um tratamento adequado. Nesta fase a família já se encontra, quase sempre, exaurida, desestruturada, sem esperanças, adoecida! Assim sendo, no período de internação do aluno deve-se ter como principal objetivo, a conscientização da família sobre a gravidade da doença da adicção, a dificuldade de vivenciar experiências tão destruidoras sozinhos, e, paralelamente, alertá-la sobre a importância da busca de estruturas adequadas, tais como: profissionais especializados, grupos de apoio (AA, NA, Amor Exigente) etc., que a oriente e contribua no sentido de habilitá-la para conviver adequadamente com este mal. Caso contrário, só se agravará o caos e a disfuncionalidade estabelecida nesta família.

 CRITÉRIOS PARA INTERNAMENTO

1. O candidato ter o desejo de tratamento;
2. A família declarar participação de fato do tratamento;
3. Organizar exames médicos, documentos, enxoval. ( Listas disponíveis no site/ INTERNAMENTO).

 TITULO

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Lista de Alimentos

 

Lista de Enxoval

 

Lista de Exames Médicos de Admissão

 INTERNAMENTO INVOLUNTÁRIO E COMPULSÓRIO

O Governo do Estado de São Paulo deu início à parceria com o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para plantão especial no CRATOD (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas) para atendimento diferenciado aos dependentes químicos. Em casos extremos, a Justiça pode decidir pela internação compulsória do dependente. Para entender melhor o que é o programa e qual o objetivo da ação da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania a equipe da ATOS transcreveu o guia com perguntas e respostas.

1) A internação involuntária e compulsória está prevista em lei?

Sim. Quando a pessoa não quer se internar voluntariamente, pode-se recorrer às internações involuntária ou compulsória, definidas pela Lei Federal de Psiquiatria (Nº 10.216, de 2001).

§ Internação involuntária: de acordo com a lei (10.216/01), o familiar pode solicitar a internação involuntária, desde que o pedido seja feito por escrito e aceito pelo médico. A lei determina que, nesses casos, os responsáveis técnicos do estabelecimento de saúde têm prazo de 72 horas para informar ao Ministério Público da comarca sobre a internação e seus motivos. O objetivo é evitar a possibilidade de esse tipo de internação ser utilizado para a prática de cárcere privado.

§ Internação compulsória: neste caso não é necessária à autorização familiar. O artigo 9º da lei 10.216/01 estabelece a possibilidade da internação compulsória, sendo esta sempre determinada pelo Juiz competente, depois de pedido formal, feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a sua condição psicológica e física.

2) A internação involuntária e compulsória será a regra a partir de agora?

Não. Casos de internação compulsória continuarão a ser exceção e não regra. A política prioritária continua sendo a internação voluntária, através do convencimento do dependente.

3) A PM terá alguma participação no processo de internação compulsória de usuários de drogas?

Não. A PM não vai recolher pessoas nas ruas para tratamento. Durante esse processo serão seguidos todos os protocolos vigentes na área de saúde e na garantia dos direitos humanos e individuais dos usuários.

4) Em caso de resistência do dependente químico, qual será o protocolo?

Nesses casos específicos, vão atuar médicos e enfermeiros treinados para essas situações entre outros profissionais.

5) Médicos especialistas em dependência química são favoráveis à internação compulsória?

Sim. Veja o que dizem alguns dos maiores especialistas do Brasil sobre o assunto: Arthur Guerra, psiquiatra, professor da Faculdade de Medicina (FM) e coordenador do Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Álcool e Drogas: "De forma geral, a internação involuntária é um procedimento médico realizada no mundo todo há muitos anos, que obedece a critérios superobjetivos. A visão médica não vai deixar esse paciente se matar. O médico, no mundo todo, não acha que é um direito do ser humano se matar, pois entende que esse paciente está doente e tem de ser internado. Depois daquele momento de fissura e excesso, quando estiver recuperado, o paciente vai dizer: 'Obrigado, doutor'".

Ronaldo Laranjeira, professor titular do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, diretor do INPAD (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e outras Drogas) do CNPq e coordenador da UNIAD (Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas): "Nos casos mais graves, a internação é a alternativa mais segura. O ideal seria que ninguém precisasse disso, mas a dependência química é uma doença que faz com que a pessoa perca o controle".

Drauzio Varella, médico oncologista, cientista e escritor. Foi voluntário na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru) por treze anos e hoje atende na Penitenciária Feminina da Capital: "A internação compulsória é um recurso extremo, e não podemos ser ingênuos e dizer que o cara fica internado três meses e vira um cidadão acima de qualquer suspeita. Muitos vão retornar ao crack. Mas, pelo menos eles têm uma chance".

6) Qual a posição da população brasileira quanto à internação involuntária e compulsória?

Pesquisa do Datafolha divulgada no dia 25 de janeiro de 2012 aponta que 90% dos brasileiros apoiam a internação involuntária de dependentes crack.

7) O tratamento feito mediante internação involuntária ou compulsória funciona?

Sim. Segundo o National Institute on Drug Abuse (EUA), uma das instituições mais respeitadas do mundo nessa questão, funciona tanto quanto o tratamento feito quando o paciente se interna voluntariamente. Na publicação Principles of Drug Addiction Treatment: A Research-Based Guide (Princípios do Tratamento do Vício em Drogas: Um Guia Baseado em Pesquisa), o instituto apresenta quais são os princípios de um tratamento eficaz. O texto diz "o tratamento não precisa ser voluntária para ser eficaz. Sanções ou incentivos impostos pela família, ambiente de trabalho ou pelo sistema judicial podem aumentar significativamente a taxa de internação e de permanência – e finalmente o sucesso das intervenções de tratamento".

8) A internação involuntária e compulsória para dependentes de drogas é utilizada em outros países?

Sim. Doze estados norte-americanos, dentre eles a Califórnia, possuem leis específicas sobre a internação compulsória ou involuntária. A Flórida, por exemplo, tem o Marchman Act, aprovado em 1993. O Canadá tem legislação que permite o tratamento forçado de viciados em heroína. O Heroin Treatment Act foi aprovado na província de British Columbia em 1978. A lei foi contestada na Justiça, mas foi mantida posteriormente pela Suprema Corte. A Austrália possui legislação que permite aos Juízes condenar ao tratamento compulsório para dependentes de drogas que cometeram crimes. A Nova Zelândia também tem legislação que permite à Justiça ou à família internar um dependente involuntariamente ou compulsoriamente. A Suécia possui o Act on the Forced Treatment of Abusers, que permite a internação compulsória de dependentes que representem risco para si próprio ou para terceiros; a lei é utilizada principalmente para menores de idade.

9) A OMS-Organização Mundial de Saúde reconhece a internação involuntária e compulsória como opção de tratamento?

Sim. No documento "Principles of Drug Dependence Treatment", de 2008, a OMS considera que o tratamento de dependência de drogas, como qualquer procedimento médico, não deve ser forçado. Admite, porém, que "em situações de crise de alto risco para a pessoa ou outros, o tratamento involuntário e compulsório deve ser determinado sob condições específicas e período especificado por lei".

10) A ATOS VIDA esta apta a desenvolver essas duas abordagens de tratamento?

Sim, a ATOS priorizando a segurança de seus pacientes adaptou suas instalações com todo conforto e segurança para oferecer um tratamento com os mais altos critérios de excelência e tem uma equipe profissional especializada para essa abordagem.

11) Como funciona o tratamento involuntário e compulsório na ATOS?

1. Oferecemos uma estrutura física com padrões internacionais, alojamento refrigerado, CFTV-Circuito Fechado de TV, banheiro planejado, área verde, cerca elétrica e muro protetivo que cuidamos 24h por dia, 07 dias por semana para evitar fuga de nossos pacientes.
2. Alimentação nutritiva e abundante seguindo critérios nutricionais.
3. Atividades terapêuticas: Reuniões, videoterapia, palestras, experiências de outros residentes, esporte, jogos, lazer, freetime, etc.
4. Equipe Multidisciplinar formado por profissional Médico, Enfermeiro, Assistente Social, Psicólogo, Educador Físico, Educador Musical, Técnico de Enfermagem, Conselheiros em D.Q, Monitores, Seguranças tecnicamente e psicologicamente preparados para situações de risco, Cozinheira, Zelador além de Conselheiro Espiritual oferecendo assim tratamento: biopsicossocial e espiritual.
5. A maior expectativa da equipe da ATOS é que o tratamento compulsório se transforme em voluntário e assim nossos pacientes possam aproveitar o máximo do que oferecemos enquanto Programação Terapêutica, vivenciando de fato, uma vida produtiva e significativa.

12) Qual a certeza que a ATOS pode oferecer para o paciente, família e sociedade?

Que acreditamos na recuperação de todas as pessoas independente do que ela possa ter feito, quais drogas que usou ou quanto tempo ela possa ter usado. Que nos esforçaremos ao máximo para oferecermos o melhor tratamento possível para cada residente buscando compreender a singularidade de cada pessoa, cuidando de sua integridade física e buscando sempre enquanto equipe profissional capacitação técnica atualizada no que consiste a D.Q.

Utilizando a formula em todas as nossas ações do acróstico ATOS: AMOR
TRABALHO
ORDEM
SUCESSO.

Obrigado por confiarem em nós e acreditem que tudo é possível ao que crê.

 
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